quarta-feira, outubro 19, 2011

Encerrada a greve dos bancários em todo o país


Os bancos voltam a funcionar normalmente terça-feira em todo o país. Em assembleias na noite de ontem, os bancários aprovaram o fim da greve, depois de 21 dias de paralisação. A categoria aceitou a proposta apresentada pela Federação Nacional de Bancos (Fenaban) na sexta-feira, que prevê reajustes de 12% para o piso da categoria (com 4,3% de aumento real, já descontada a inflação) e de 9% para os demais salários (1,5% de ganho real).
- Foi uma importante vitória política para a classe trabalhadora, pois o resultado da campanha dos bancários vai servir de parâmetro para outras categorias. Derrotamos a visão equivocada de que salário gera inflação. Garantimos a continuidade do modelo de valorização do trabalho, como forma de fortalecer o desenvolvimento econômico com distribuição de renda - disse Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Os reajustes de 9% e 12% serão aplicados já sobre os salários de setembro, data-base da categoria. Este foi o oitavo ano seguido que os bancários conseguem reajuste salarial acima da inflação. Além dos reajustes, os bancários também conseguiram elevar o teto para a Participação dos Lucros e Resultados (PLR), de R$ 2,4 mil para R$ 2,8 mil, mais 2,2 salários.
A categoria também conquistou o direito a um aviso prévio de 60 dias para trabalhadores com até 5 anos de emprego, que pode chegar a até 120 dias para aqueles com mais de 20 anos.

Bancos voltam a funcionar terça-feira

SÃO PAULO E RIO - Os bancos voltam a funcionar normalmente terça-feira em todo o país. Em assembleias na noite de ontem, os bancários aprovarem o fim da greve, depois de 21 dias de paralisação. A categoria aceitou a proposta apresentada pela Federação Nacional de Bancos (Fenaban) na sexta-feira, que prevê reajustes de 12% para o piso da categoria (com 4,3% de aumento real, já descontada a inflação) e de 9% para os demais salários (1,5% de ganho real). - Foi uma importante vitória política para a classe trabalhadora, pois o resultado da campanha dos bancários vai servir de parâmetro para outras categorias. Derrotamos a visão equivocada de que salário gera inflação. Garantimos a continuidade do modelo de valorização do trabalho, como forma de fortalecer o desenvolvimento econômico com distribuição de renda - disse Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Os reajustes de 9% e 12% serão aplicados já sobre os salários de setembro, data-base da categoria. Este foi o oitavo ano seguido que os bancários conseguem reajuste salarial acima da inflação. Além dos reajustes, os bancários também conseguiram elevar o teto para a Participação dos Lucros e Resultados (PLR), de R$ 2,4 mil para R$ 2,8 mil, mais 2,2 salários. A categoria também conquistou o direito a um aviso prévio de 60 dias para trabalhadores com até 5 anos de emprego, que pode chegar a até 120 dias para aqueles com mais de 20 anos
O reajuste de 9% também será aplicado para as demais verbas salariais. Assim , o auxílio refeição sobe para R$19,78 por dia; a cesta alimentação passa para R$ 339,08 mensais, além da 13ª cesta no mesmo valor. O auxílio creche mensal vai a R$ 284,85 por filho até 6 anos, de acordo com a Fenaban.
Os bancários começaram a campanha salarial deste ano reivindicando aumento de 12,8%, o que incluía aumento real de 5%. A primeira proposta da Fenaban foi de aumento de 7,8%. Depois, os bancos ofereceram 8% de reajuste.
Na quinta-feira, a Fenaban apresentou nova proposta de 8,4% de reajuste, que foi negado ainda na mesa de negociação. No dia seguinte, a proposta de 9% foi aprovada pela confederação.
No Rio, 21 mil dos 30 mil bancários que aderiram à paralisação retornam amanhã às suas funções, segundo informou o Sindicado dos Bancários. Entre dois mil a três mil deles participaram das assembleias realizadas nesta segunda-feira, apesar das chuvas e do feriado do comércio. Em três assembleias no Centro do Rio, foram aceitas as propostas de reajuste salarial apresentadas na noite de sexta-feira pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF).
O fim da grave também foi aprovado na noite desta segunda-feira em Petrópolis e Macaé. Mais cedo, tinha sido aprovadas em Campos e Teresópolis.
- Conquistamos avanços fundamentais, que só foram possíveis graças à forte mobilização da categoria - diz Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários, Osasco e Região. - A ampliação de direitos trazem reflexos para toda a sociedade, fortalece o mercado interno e a economia nacional.
Segundo a Contraf, a campanha salarial de 2011 teve a maior greve em adesão da categoria dos últimos 20 anos. No auge, atingido na sexta-feira, o movimento fechou 9.156 agências e centros administrativos nos 26 estados e no Distrito Federal.
A quem interessa a saída do Min. dos Esp. Orlando Silva? O que realmente está por trás disto. Considero de suma importância a averiguação dos fatos e confirmando a sua má fé no exercício do cargo que seja punido por isso, mas há algumas coisas que precisam ser analisadas, uma oposição inerte sem capacidade de atuar justamente porque sempre foram governo e de repente não sabem atuar no papel de oposição. Tal fato é que dão credibilidade cega a uma pessoa que tem igual ou mais atitudes suspeitas a quem acusa. Como será que um policial consegue ter uma propriedade de mais de 1 milhão de reais, se seu salário não é compatível? Como pode um policial militar ter em sua garagem carros de luxo (5) que juntos avaliam mais de 700 mil reais? O denuncismo a qualquer preço faz com que oposição incompetente aliada a jornalismo inconsequente gerem tais fatos.

terça-feira, setembro 27, 2011





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Greves dificultam pagamento de contas, mas não servem de desculpa

Paralisação dos bancários e greves dos Correios não podem ser usadas como


justificativa para pagar contas em atraso, diz Idec

JV - VALPARAISO - GO  | 27/09/2011
Juntas, a greve dos
Correios – que já completa duas semanas – e a paralisação dos bancários, que
teve início nesta terça-feira em todo o País, devem tornar mais complicada a
vida dos consumidores que precisam pagar suas contas. Mas, o atraso no envio
de boletos e a dificuldade de realizar pagamentos na boca do caixa das
agências bancárias não servem de justificativa para o pagamento de contas em
atraso, alerta o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).




Paralisação de bancários deve dificultar pagamento de contas
“Os consumidores devem ficar atentos às datas de vencimentos de suas


faturas e contas e buscar outras formas de pagamento a fim de evitar a


cobrança de multas por atrasos”, diz o advogado do Idec, Flávio Siqueira
Jr.
Siqueira recomenda o contato com a empresa credora para solicitar a


emissão de segunda via do boleto por meio de fax, e-mail, ou pelo site.


Toda empresa, diz ele, tem o interesse em receber os valores que lhe são


devidos. Por isso, o consumidor não deve encontrar dificuldades em

garantir uma forma alternativa de quitar seus compromissos.
O fornecimento de segunda via de boleto é um direito do consumidor e


não pode ser cobrado, garante o Idec. Se a conta emitida pela empresa


chegar junto com a segunda via solicitada, somente a segunda via deve
ser

paga, porque a primeira já terá sido cancelada.




No caso da paralisação dos bancários, Siqueira ressalta que os bancos
não podem se eximir de orientar seus clientes. “Como nem todos os
correntistas estão habituados a utilizar a internet e os caixas
eletrônicos para pagar suas contas, os bancos são obrigados a fornecer
todas as informações necessárias para quem tem por hábito realizar seus
pagamentos apenas na boca do caixa”, diz.
Mas, caso sofram danos por conta de atrasos nas entregas dos Correios
ou da paralisação dos bancários, os consumidores podem procurar
entidades de defesa de seus direitos. "Se a pessoa for prejudicada de
alguma maneira por uma das paralisações e tiver como comprovar, ela pode
ingressar com uma ação na Justiça e exigir a compensação financeira por
danos materiais e até mesmo morais", afirma a advogada da área cível do
escritório Peixoto e Cury, Juliana Mantuano de Meneses.