Encerrada a greve dos bancários em todo o país
Os bancos voltam a funcionar normalmente terça-feira em todo o país. Em assembleias na noite de ontem, os bancários aprovaram o fim da greve, depois de 21 dias de paralisação. A categoria aceitou a proposta apresentada pela Federação Nacional de Bancos (Fenaban) na sexta-feira, que prevê reajustes de 12% para o piso da categoria (com 4,3% de aumento real, já descontada a inflação) e de 9% para os demais salários (1,5% de ganho real).
- Foi uma importante vitória política para a classe trabalhadora, pois o resultado da campanha dos bancários vai servir de parâmetro para outras categorias. Derrotamos a visão equivocada de que salário gera inflação. Garantimos a continuidade do modelo de valorização do trabalho, como forma de fortalecer o desenvolvimento econômico com distribuição de renda - disse Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Os reajustes de 9% e 12% serão aplicados já sobre os salários de setembro, data-base da categoria. Este foi o oitavo ano seguido que os bancários conseguem reajuste salarial acima da inflação. Além dos reajustes, os bancários também conseguiram elevar o teto para a Participação dos Lucros e Resultados (PLR), de R$ 2,4 mil para R$ 2,8 mil, mais 2,2 salários.
A categoria também conquistou o direito a um aviso prévio de 60 dias para trabalhadores com até 5 anos de emprego, que pode chegar a até 120 dias para aqueles com mais de 20 anos.
Bancos voltam a funcionar terça-feira
SÃO PAULO E RIO - Os bancos voltam a funcionar normalmente terça-feira em todo o país. Em assembleias na noite de ontem, os bancários aprovarem o fim da greve, depois de 21 dias de paralisação. A categoria aceitou a proposta apresentada pela Federação Nacional de Bancos (Fenaban) na sexta-feira, que prevê reajustes de 12% para o piso da categoria (com 4,3% de aumento real, já descontada a inflação) e de 9% para os demais salários (1,5% de ganho real). - Foi uma importante vitória política para a classe trabalhadora, pois o resultado da campanha dos bancários vai servir de parâmetro para outras categorias. Derrotamos a visão equivocada de que salário gera inflação. Garantimos a continuidade do modelo de valorização do trabalho, como forma de fortalecer o desenvolvimento econômico com distribuição de renda - disse Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).Os reajustes de 9% e 12% serão aplicados já sobre os salários de setembro, data-base da categoria. Este foi o oitavo ano seguido que os bancários conseguem reajuste salarial acima da inflação. Além dos reajustes, os bancários também conseguiram elevar o teto para a Participação dos Lucros e Resultados (PLR), de R$ 2,4 mil para R$ 2,8 mil, mais 2,2 salários. A categoria também conquistou o direito a um aviso prévio de 60 dias para trabalhadores com até 5 anos de emprego, que pode chegar a até 120 dias para aqueles com mais de 20 anos
O reajuste de 9% também será aplicado para as demais verbas salariais. Assim , o auxílio refeição sobe para R$19,78 por dia; a cesta alimentação passa para R$ 339,08 mensais, além da 13ª cesta no mesmo valor. O auxílio creche mensal vai a R$ 284,85 por filho até 6 anos, de acordo com a Fenaban.
Os bancários começaram a campanha salarial deste ano reivindicando aumento de 12,8%, o que incluía aumento real de 5%. A primeira proposta da Fenaban foi de aumento de 7,8%. Depois, os bancos ofereceram 8% de reajuste.
Na quinta-feira, a Fenaban apresentou nova proposta de 8,4% de reajuste, que foi negado ainda na mesa de negociação. No dia seguinte, a proposta de 9% foi aprovada pela confederação.
No Rio, 21 mil dos 30 mil bancários que aderiram à paralisação retornam amanhã às suas funções, segundo informou o Sindicado dos Bancários. Entre dois mil a três mil deles participaram das assembleias realizadas nesta segunda-feira, apesar das chuvas e do feriado do comércio. Em três assembleias no Centro do Rio, foram aceitas as propostas de reajuste salarial apresentadas na noite de sexta-feira pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF).
O fim da grave também foi aprovado na noite desta segunda-feira em Petrópolis e Macaé. Mais cedo, tinha sido aprovadas em Campos e Teresópolis.
- Conquistamos avanços fundamentais, que só foram possíveis graças à forte mobilização da categoria - diz Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários, Osasco e Região. - A ampliação de direitos trazem reflexos para toda a sociedade, fortalece o mercado interno e a economia nacional.
Segundo a Contraf, a campanha salarial de 2011 teve a maior greve em adesão da categoria dos últimos 20 anos. No auge, atingido na sexta-feira, o movimento fechou 9.156 agências e centros administrativos nos 26 estados e no Distrito Federal.