Ex-comandante apontado como mandante da morte de juíza é preso e exonerado
De acordo com a Polícia Militar, o tenente-coronel Cláudio Luiz Oliveira
está detido na carceragem do Batalhão de Choque
JV VALPARAISO-GO - 27/09/2011
como o mandante do assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli, o tenente-coronel Cláudio Luiz Oliveira está detido desde a madrugada desta terça-feira (27) na carceragem do Batalhão de Choque, no centro do Rio. De acordo com uma nota enviada pela Polícia Militar, o tenente-coronel que atualmente comandava o 22º BPM (Maré) foi exonerado do cargo. A prisão de Oliveira foi decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no final da noite de segunda-feira (26). A medida foi tomada após um policial preso por envolvimento no assassinato de Patrícia ter confessado em júri que o tenente-coronel havia sido o mandante do crime. O agente fez a revelação para obter o benefício da delação premiada, que acarreta uma provável redução de pena. A ordem para a morte da magistrada teria sido dada quando Oliveira ainda comandava o 7º BPM (São Gonçalo). Ele está há 26 anos na Polícia Militar. Além do tenente-coronel, outros cinco policiais que trabalhavam com o ex-comandante na mesma unidade também tiveram as prisões decretadas nesta segunda-feira pela 3ª Vara Criminal de Niterói. | |
| Patrícia Acioli tinha 47 anos e foi morta quando chegava em sua casa, em Niterói Os PMs são acusados de acusados de forjar um auto de resistência (morte em confronto com a polícia) para acobertar o assassinato de um jovem identificado como Diego da Conceição Beliene, de 18 anos. O crime ocorreu no mês de junho durante uma operação do Grupo de Ações Táticas (GAT) do 7º BPM no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Após chegar à conclusão de que teria sido um assassinato, a juíza Patrícia decidiu incluir no inquérito toda a guarnição do grupo que participou da operação policial. Até então, somente dois PMs estavam presos por causa desse crime. A decisão teria sido o motivo do assassinato da magistrada, segundo investigação da polícia. Histórico A Justiça já tinha decretado no dia 11 de setembro a prisão de três PMs pela morte de Patrícia. O tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes e os cabos Sérgio Costa Júnior e Jefferson de Araújo Miranda teriam assassinado a magistrada acreditando, equivocadamente, que a prisão deles pela morte do jovem Diego ainda não havia sido decretada. | |
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